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Laserterapia

 

     A Laserterapia é uma abordagem terapêutica usada em diversas situações tanto em humanos quanto em animais. Promove uma excelente cicatrização, atua em processos inflamatórios e ajuda bem na redução de dor. Trata-se de uma terapia indolor, nada invasiva e muito utilizada para acelerar a recuperação de feridas e para o tratamento de praticamente todas as doenças músculo esqueléticas.

     A sua utilização pode ser como único método terapêutico ou como método complementar em tratamentos mais convencionais, permite reduzir o tempo de recuperação e consequentemente, reduz o estresse inserido no contexto clínico/hospitalar, promovendo o bem-estar do paciente e da família.

Benefícios da laserterapia

  • Aplicação rápida.
  • Diferente dos medicamentos, não gera toxicidade para os rins ou fígado.
  • As técnicas não são invasiva.
  • Aplicação Indolor.
  • Reduz rapidamente dores.
  • Possui efeito anti-inflamatório rápido: Reduz a necessidade do uso de antiinflamatórios.
  • Reduz o tempo de reabilitação.
  • Cicatriza lesões de pele rapidamente.

Aplicação da laserterapia

  • Em articulações:  Com o intuito de melhorar a produção de líquido que nutre as cartilagens e diminuir a inflamação das cápsulas articulares, aliviando a dor local.
  • Em feridas: Com o intuito de melhorar o aporte sanguíneo e multiplicação das células, ajudando na aceleração da recuperação de lesões.
  • Em fraturas: Com o intuito de acelerar a cicatrização e consolidação óssea.
  • Em inervações: Com o intuito de acelerar a recuperação da sensibilidade em casos de paralisias por neuropatias, traumas e hérnia de disco.
  • Sistêmico: Otimiza as atividades do coração, pulmão, sistema circulatório e demais sistemas que se beneficiam do estímulo de enzimas antioxidantes.

 

LESÕES

 

     O objetivo no tratamento de lesões, independentemente da sua causa, é devolver as funções desempenhadas pelo tecido afetado o mais rápido possível e com o aspecto mais normal possível. A laserterapia afeta de modo positivo todo e qualquer aspecto no processo de cicatrização de feridas, acelera o metabolismo das células expostas e providencia a base para a substituição do tecido lesionado por tecido normal, saudável e funcional, diminuindo a possibilidade de formação de tecido cicatricial sem função.

     As feridas podem ter uma velocidade de contração de cerca de 0,75mm/dia, no entanto, este valor é altamente subjetivo, uma vez que depende de vários fatores, entre eles, o estado nutricional da pessoa ou animal, isso precisa ser acompanhado de perto, uma alimentação inadequada dificulta muitíssimo a recuperação.

     Aqui a ação do laser é nas mitocôndrias das células, promovendo uma multiplicação celular acelerada, multiplicação necessária para o fechamento da lesão, e no aumento da circulação sanguíneo local levando a um maior aporte de oxigênio e nutrientes para as células da região em tratamento.

Situações

  • Incisão cirúrgica.
  • Ferida diabética.
  • Úlceras; Lesão por pressão.
  • Feridas limpas com abrasões.
  • Feridas contaminadas.
  • Queimaduras.
  • Aftas; Mucosite.
  • Ferida por picada de aranha ou cobra.
  • Contusões e hematomas.

Observação

     Dosagem, técnica de aplicação utilizada e o número de sessões fica a critério do profissional, somente ele consegue avaliar, pois vai depender do estado da ferida e as condições gerais do paciente.

Alguns pontos para serem avaliados

  • Ambiente onde a pessoa ou animal vive.
  • Estado nutricional.
  • Cuidados recebidos: Supervisão, higiene… 
  • Patologias existentes: Diabetes, dislipidemia…

 

MÚSCULOS, ARTICULAÇÕES E OSSOS

 

     No tratamento de problemas que envolvem o tecido muscular, articulações, ossos, e consequentemente os ligamentos que os unem, focamos primeiramente reduzir a dor e a inflamação, com o objetivo de priorizando o bem-estar do paciente.

     É comum, após uma lesão musculoesquelética ou correção cirúrgica da mesma, ocorrer a imobilização dos tecidos envolventes, traduzindo-se numa redução da amplitude de movimento ou falta de flexibilidade associada aos tecidos moles. Impedir que esta consequência se estabeleça e perdure no tempo é outro objetivo a levar em conta.

     Outro aspeto fundamental na reabilitação musculoesquelética é a restauração do tônus muscular e força dos tecidos afetados. Uma diminuição da utilização dos tecidos musculares leva a uma atrofia das fibras musculares, da mesma forma, ossos fraturados representam estruturas enfraquecidas incapacitadas para sustentação do peso e/ou realização de tarefas motoras. A aplicação da fototerapia imediatamente após a lesão ou correção cirúrgica auxilia acelerando a sua resolução, juntamente com exercícios de amplitude de movimento passivo (nos casos onde estes são aconselhados) promove um restauro e regeneração da função muscular e ortopédica, aumento da flexibilidade e diminuição de dor.

     Aqui a ação do laser atua na combinação de diversos fatores com modulação local de marcadores bioquímicos que interferem na velocidade de condução do estímulo da dor nos nervos, ajudando no controle da dor, diminui edemas e contribui para a remoção de marcadores inflamatórios dos tecidos moles.

Situações

  • Dor
  • Artrite; Bursite; Tendinite…
  • Osteoartrose.
  • Displasia de cotovelo ou quadril.
  • Fraturas
  • Doença degenerativa
  • Dor cervical ou lombar
  • Neuropatia periférica
  • Fraqueza muscular
  • Reabilitação geriátrica
  • Lesão de tendões ou ligamento cruzado patelar
  • Contratura muscular.

 

ALTERAÇÕES DERMATOLÓGICAS

 

     Para muitos estudiosos, a pele ainda é o maior órgão do corpo, e tratando-se de um sistema completo, as suas funções podem sofrer alterações. A pele pode ser vista como um “espelho” onde são refletidos possíveis problemas de outros sistemas, como por exemplo, o sistema endócrino, imunitário e outros. Por ser o órgão com exposição direta ao ambiente, vários sinais podem demonstrar possíveis efeitos na saúde do paciente.

     Em vários casos de problemas dermatológicos, descobrir a causa/etiologia nem sempre é uma tarefa fácil, pois temos várias alterações da pele que são categorizadas como alterações inflamatórias não específicas, onde o paciente está com algum problema sistêmico interno que está se refletindo na pele.

     A adição da laserterapia, seja numa abordagem única ou conjunta com fármacos, irá auxiliar positivamente a resolução da patologia, mesmo em casos onde esta é recorrente ou crônica. O paciente, humano ou animal, irá apresentar um alívio dos sintomas associados de forma imediata, e será visível uma redução da inflamação e edema associado.

 

CONTRA INDICAÇÕES DA LASERTERAPIA

 

     Assim como todas abordagens terapêuticas, a laserterapia também apresenta situações cuja aplicação é desaconselhada ou contra indicada. A principal contraindicação é a exposição, seja direta ou indireta do feixe laser no globo ocular, seja do operador, do paciente e até de quem está apenas assistindo o procedimento, pelo risco de lesão ocular e possível cegueira. Deve-se usar sempre os óculos de segurança que são disponibilizados pelo fornecedor do dispositivo laser, sendo esta a regra número um de segurança na utilização desta tecnologia

     A exposição dos testículos à radiação laser ainda é desaconselhada. Apesar de existirem estudos científicos que suportem os benefícios da terapia no combate à infertilidade em pessoas, não existe na literatura a aplicação desta terapia em animais de companhia, sendo assim, a utilização da terapia é desaconselhada como forma de tratamento dos testículos.

     Em hemorragias ativas é totalmente contraindicada, o uso em lesões onde existam hemorragias ativas, poderá provocar um aumento da vasodilatação levando consequentemente ao agravamento da condição (mais sangramento).

     No caso de gestantes é desaconselhada a irradiação da cavidade abdominal, zona pélvica e coluna lombar, a ausência de estudos e fatos que demonstrem não existir efeitos nocivos, quer para o feto quer para a mãe, a não exposição destas regiões é uma precaução e atitude prudente.

     Assim como nas hemorragias, é contraindicada em casos de neoplasias, apesar de diversos estudos laboratoriais, em células saudáveis, terem falhado consistentemente em demonstrar os possíveis efeitos carcinogénicos da luz laser, o ideal é evitar, pois é possível que a aplicação terapêutica do laser acelere a carcinogénese em pacientes onde uma neoplasia esteja diagnosticada.

     A luz laser também não deve ser administrada em pacientes que estejam recebendo medicação fotossensível, Alguns fármacos incluídos neste caso são a tetraciclina, oxitetraciclina, acetazolamida, griseofulvina e tiabendazole. No caso da medicação corticosteroide ( prednisona e cortisona) o laser não deve ser aplicado na região onde foi injetada a medicação recentemente.

     No caso de diagnóstico de inflamações de epífise o uso da terapia laser deve ser iniciado com uma dose baixa, e posteriormente só devem ser aplicados os tratamentos realmente necessários para reduzir a tumefação.

    Em cardiomiopatias, a aplicação do laser sobre gânglios do sistema nervoso simpático, sobre o nervo vago e sobre a região cardíaca é totalmente contraindicada. A aplicação sobre estas estruturas pode alterar a função neuronal resultando em efeitos adversos para a função cardíaca, representando um risco inaceitável para estes pacientes.

Reforço: Lembrando as situações contra indicadas

  • Olhos.
  • Cardiopatias.
  • Mulheres ou Animais gestantes.
  • Hemorragias ativas.
  • Medicação fotossensível.
  • Neoplasias.
  • Testículos.

     A laserterapia é um tratamento que exige um conhecimento aprofundado, uma vez que é necessário perceber os aspetos biofísicos associados à tecnologia laser e técnicas para uma aplicação correta, sendo também imprescindível que o operador possua uma boa base de anatomia, fisiologia e bioquímica animal ou humana.

Imagem: Site de imagens gratuitas freepik.com – Artista: Creative32965

 

Obrigada pela visita 😀

 

Cursos realizados em laserterapia

  • Certificação em laserterapia de baixa intensidade pela DMC.
  • Certificação em laserterapia para enfermeiros: Allaser.

 

Referências consultadas

  1. ANDRADE, Fabiana do Socorro da Silva Dias; CLARK, Rosana Maria de Oliveira; FERREIRA, Manoel Luiz. Efeitos da laserterapia de baixa potência na cicatrização de feridas cutâneas. Rev. Col. Bras. Cir. 2014; 41(2): 129-133.
  2. BERTOLINI, Gladson Ricardo Flor; CIENA, Adriano Polican; SILVA, Taciane Stein; TRINDADE, Danilo Lopes. Efeitos do Laser de Baixa Potência Sobre a Dor e Edema no Trauma Tendíneo de Ratos. Rev Bras Med Esporte – Vol. 14, No 4 – Jul/Ago, 2008.
  3. MEIRELES, Giselle Cynthia Silva; SANTOS, Adrielle Mangabeira. Mecanismos de ação da laserterapia sobre componentes do processo inflamatório. C&D-Revista Eletrônica da Fainor, Vitória da Conquista, v.3, n.1, p.30-40, jan./dez. 2010.
  4. SILVA, Maria Verônica; SILVA, Micheline Ozana. Laserterapia em afecções locomotoras: Revisão sistemática de estudos experimentais.  Rev Bras Med Esporte – Vol. 22, No 1 – Jan/Fev, 2016

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