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Alimentação sem glúten

 

     O trigo é um cereal consumido pela humanidade já há muito tempo, mas que atualmente passou a ser alvo de muitas polêmicas.

     Para entender essa questão precisamos falar sobre um componente naturalmente presente no trigo, o GLÚTEN: Há cerca de 10 mil anos, passamos a “domesticar” os grãos (principalmente trigo), mas ao longo dos anos o homem vem mudando a genética dos grãos com o objetivo de aumentar a produtividade. Por meio de diversos cruzamentos fizeram com que a planta sofresse mutações que tornam o trigo que consumimos hoje muito diferente daquele que nossos antepassados consumiam.
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     Criou-se um grão que possui concentrações altissimas de glúten, e como aumentou muito a produção, ele barateou bastante, e por isso, ele está em boa parte dos alimentos industrializados, fazendo com que a ingestão desse excesso de glúten se multiplique ainda mais.
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     O glúten está presente no trigo, cevada, centeio e no malte, o que ingerimos hoje é algo razoavelmente novo para a humanidade, trazendo os problemas de saúde que vemos atualmente: epidemias de obesidade, doenças autoimunes e problemas digestivos, além disso, o pão, por exemplo, antes era fermentado naturalmente, e na ação dos fermentos naturais as bactérias destruíam parte da estrutura do glúten, tornando o alimento mais facilmente digestível, hoje utiliza-se fermento industrializado para ser mais rápido.
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     O maior problema do glúten é que ele pode ser uma substância bem inflamatória para muitas pessoas, que sofrem as consequências e só detectam a presença de alguma intolerância quando já é tarde demais, ou seja, toda a vez que a pessoa comer algo que tenha o glúten, ela será vítima de uma reação que danificará o forro do intestino delgado e os nutrientes da alimentação não serão absorvidos apropriadamente, gerando uma cascata de problemas de saúde.
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     Quando a pessoa suspeita que apresenta alguns sintomas devido o consumo de glúten, basta fazer um teste para ver se os sintomas melhoram, retirando o glúten da alimentação por um mês. Caso perceba que talvez tenha uma sensibilidade ao glúten, vale a pena buscar ajuda de um profissional que entenda do assunto.

Fonte: Doutor Barakat.

 

DOENÇA CELÍACA

 

Doença Celíaca

     A doença celíaca é uma doença autoimune que provoca um processo inflamatório crônico do intestino delgado e se manifesta sempre que algum produto que contém glúten na composição é ingerido. Uma consequência decorrente da doença celíaca é a redução na absorção de nutrientes importantes para o bom funcionamento do nosso corpo. A doença celíaca pode se apresentar com diarreia crônica ou prisão de ventre crônica, distensão abdominal, vômitos, dor abdominal, desnutrição, déficit de crescimento, esterilidade, abortos de repetição e doenças neurológicas. Estes são alguns dos sintomas da doença.

 

LIVRO: BARRIGA DE TRIGO

 

     Este livro esclarece as principais respostas para os questionamento que nós profissionais de saúde ouvimos todos os dias “mas os meus avós sempre comeram pão, pq agora é um grande vilão da nossa alimentação?” Sempre que escuto uma pergunta assim, gosto de recomendar a leitura do livro “Barriga de Trigo”, do cardiologista William Davis. A resposta mais relevante delas é que o trigo que seus antepassados consumiam não é o mesmo dos dias atuais, o trigo moderno é geneticamente modificado e apresenta uma concentração de GLÚTEN até 400% mais elevada! Entendeu a diferença?

     O tema glúten nos propõe uma análise acerca de uma das doenças autoimunes mais comuns na atualidade: a Doença Celíaca. Segundo estimativas, na Europa, ela atinge 1 a cada 99 indivíduos. Mas não podemos ser ingênuos, pois trata-se de uma das condições mais subdiagnosticadas que existe, seus sintomas incluem manifestações clínicas muitas vezes tidas como “eventuais” ou ainda pior “naturais”.

     Agora pense bem: você certamente conhece alguém que reporta com frequência problemas intestinais, reações alérgicas, depressão, diabetes, dermatites, fadiga, úlceras,  correto? Bem, este é um grande indicativo de que é extremamente provável que a incidência de intolerância ao glúten – em um ou mais níveis – esteja presente na MAIOR parte da população. Portanto, reduzir seu consumo é de extrema importância, uma vez que a Doença Celíaca eleva o risco de adenocarcinoma do intestino delgado em até 33 vezes e do carcinoma papilar da tireoide em até 23 vezes*, apenas para mencionar alguns tipos de câncer associados a doença celíaca. Sobre o livro: você já leu? Super indico!

Fonte: Doutor Italo Rachid.

 

Obrigada pela visita 😀

 

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