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Ozonioterapia

 

     Quem achava que a ozonioterapia é um tratamento novo e da moda, errou feio, a ozonioterapia é uma modalidade terapêutica complementar que tem sido utilizada em diversas enfermidades que acometem humanos e animais domésticos desde a Primeira Guerra Mundial, mas que infelizmente aqui no Brasil ainda é uma abordagem pouco conhecida.

 

COMO CONHECI A OZONIOTERAPIA

 

     Eu conheci a ozonioterapia por causa do meu cachorrinho velhinho, ele desenvolveu insuficiência renal, e os remédios não estavam mais funcionando, na verdade estavam intoxicando e destruindo mais ainda os rins e fígado dele, a sugestão profissional era de sacrificar, mas eu ainda não estava convencida. Peguei ele no colo e fui procurar terapias alternativas, no mesmo dia achei uma veterinária que pratica a ozonioterapia, após realizar a insuflação retal nele fui para casa meio cética, como um gás no fiofó poderia ajudar o meu Suki? É, ajudou muito! Viveu mais de um ano feliz. Contarei mais em outra postagem 😃

 

LINHA DO TEMPO

 

     A história do ozônio é bem longa, e para apresentar de uma forma mais didática, vou pontuar apenas algumas datas com um pequeno resumo seguindo a linha do tempo.

1840: O gás ozônio foi descoberto pelo pesquisador Christian Friedrich Schoenbein enquanto trabalhava com alta eletricidade na presença de oxigênio.

1857: O físico Werner Von Siemens desenvolveu o primeiro gerador de ozônio, aparelho que forma o gás ozônio por meio de descargas elétricas.

1896: Nikola Tesla patenteou o primeiro gerador de ozônio, em 1900 fundou a empresa “Tesla Ozone Co” e ele foi o primeiro a desenvolver o óleo ozonizado.

1906: Na França, foi realizado um experimento com vegetais aplicando água ozonizada. Desde então o ozônio tem sido utilizado para o tratamento de água potável na Europa.

1914 – 1918: A ozonioterapia medicinal foi aplicada pela primeira vez durante a 1ª guerra mundial, médicos alemães e ingleses utilizaram o ozônio para tratamento de gangrenas em soldados, obtendo grande sucesso, sendo que já era usada na Alemanha, inicialmente para combater a ação de bactérias e germes na pele humana.

1935: O importante cirurgião austríaco Erwin Payr, apresentou uma publicação de 290 páginas intitulada “O tratamento com ozônio na cirurgia”. Este foi o início da ozonioterapia que conhecemos hoje.

1950: O sistema do aparelho criado por Siemens, foi adaptado por Hansler, de modo que passou a dosar melhor a quantidade da concentração do ozônio.

1960: O mundo começou a conhecer a ozonioterapia com as suas propriedades anti-inflamatórias, antissépticas e circulatórias.

1961: Hans H. Wolff introduziu em sua prática médica a auto-hemoterapia ozonizada.

Década de 70: Surgiram na Rússia as primeiras publicações com êxito sobre aplicação do ozônio em pacientes queimados.

1975: No Brasil, o médico Heinz Konrad iniciou a prática da ozonioterapia em sua clínica em São Paulo.

1979: Hans H. Wolff que dedicou sua vida para pesquisar o ozônio, publicou seu livro “O Ozônio Medicinal”, no qual apresenta sua pesquisa e prática médica do uso do ozônio.

Anos 90: No Brasil, Edson de Cezar Philippi introduziu a prática em Santa Catarina, e difundiu a ozonioterapia em inúmeros cursos e congressos.

 

OZÔNIO

 

O que é o ozônio? É aquele gás famoso naturalmente presente na atmosfera, é este mesmo que você está pensando, o da camada de ozônio. Ele é incolor, com um odor característico e bem perceptível. Na atmosfera ele funciona como um filtro da radiação ultravioleta do sol, sem a proteção do ozônio, as radiações do sol causariam graves danos a todos nós que habitamos o planeta.

Onde é mais utilizado? Por possuir propriedades viricida, fungicida e bactericida, é utilizado também no tratamento de água para consumo, higienização de clínicas e hospitais para eliminar bactérias resistentes a antibióticos, controlar mofo de pequenos ambientes, e por aí vai.

O que é a ozonioterapia? São os tratamentos em saúde onde usamos o gás ozônio, simples assim! 😀 É a administração em diferentes vias, com baixas doses de ozônio medicinal em sua forma de gás, no objetivo de modular  a maioria das funções proteroras da célula, principalmente em nível mitocondrial.

Estrutura molecular: O ozônio é uma molécula composta por três átomos de oxigênio (O3), lembra disso do colégio? O ozônio é uma molécula bem “instável” pois os átomos de oxigênio gostam de formar parzinhos para dar um bom casamento padrão (O2) e não trios (O3), quando forma o trio dura bem pouco tempo, rapidinho o átomo que está a mais é convidado a se retirar do casamento.

Como se forma? Se forma quando as moléculas de oxigênio se rompem e os átomos separados combinam-se individualmente com outras moléculas de oxigênio. Isso pode acontecer naturalmente através de descargas elétricas ou radiação ultra violeta e de forma mecânica através de aparelhos geradores de ozônio.

Como gerar o ozônio? Para obter gás ozônio precisamos de um aparelho chamado gerador de ozônio, existem vários aparelhos a venda com finalidades, modelos e marcas diferentes, mas é preciso saber que para gerar o ozônio medicinal é necessário um aparelho gerador de ozônio medicinal, ele é diferente, pois usa o oxigênio puro que vem armazenado e lacrado dentro de um torpedo.

É remédio? Não, é um agente condicionador que ativa um sistema de sinalização que ajuda nosso corpo a funcionar melhor e se curar por conta própria. Usando uma linguagem leiga, ele bate o pé no chão, fala alto e põe nosso corpo preguiçoso para trabalhar direito.

Indicações: É indicado para o tratamento dos problemas de saúde de origem inflamatória, infecciosa, isquêmica e também como ativador imunológico quando usado em vias específicas.

Pode causar alergia? Uma publicação na conceituada revista científica Science comprova que o nosso organismo produz o ozônio no processo de ativação de anticorpos, portanto, é impossível ter alergia a algo que o nosso corpo produz no processo fisiológico normal, por isso que o ozônio não pode ser patenteado, por ser uma “biomolécula”.

Absorção no nosso corpo: Em relação ao oxigênio, o ozônio é 10 vezes mais solúvel, tem uma maior capacidade para se espalhar e penetrar nos tecidos, assim como para se dissolver no plasma sanguíneo e nos fluidos extracelulares. É um super oxigênio de verdade.

 

Obrigada pela visita 😀

 

Referencias consultadas

  1. Livro: BOCCI, Velio. Ozone. A new medical drug. Siena, Italy. Springer.
  2. Cursos – IBCOZ: Instituto brasileiro de ciências aplicadas ao ozônio.
  3. Site – ABOZ: Associação Brasileira de Ozonioterapia.
  4. Imagem: Site de imagens gratuitas freepik.

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