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Gorduras boas e ruins

 

     Tem pessoas que estranham quando peço para consumir mais gorduras boas nas refeições, pois sempre ouviram profissionais da saúde falarem que gordura faz mal para a saúde por aumentar o colesterol, e para piorar tudo, a midia sempre dissemina as informações relacionadas a gordura de forma “generalizada e incompleta”, sem se preocupar em esclarecer ou diferenciar quais gorduras são boas e quais são ruins para a saúde.

     Hoje a disseminação das informações estão mais claras, com profissionais engajados em estudar de verdade, desviando da lavagem cerebral que a industria farmacêutica e alimentícia prega, e desta forma, estes poucos profissionais que estão livre de cabrestos conseguem proporcionar mais saúde com qualidade de vida aos seus pacientes. Sem ser  muito pretenciosa, me orgulho de fazer parte deste grupo de profissionais.

 

Por que as gorduras boas são essenciais para a vida?

  • Hormônios: Para o corpo produzir hormônios adequadamente é necessário ingerir gorduras boas nas refeições, sem gorduras de qualidade o corpo não consegue trabalhar corretamente, gerando vários problemas de saúde.
  • Vitaminas: Para o corpo absorver vitaminas lipossoluvies é necessário ingerir gorduras boas, sem essas gorduras as vitaminas simplesmente vão embora pela privada com o coco, olha que desperdício.
  • Saciedade: As gorduras boas trazem mais saciedade que os carboidratos, sendo que, as gorduras boas são essenciais para o funcionamento do corpo e não causam elevações nos níveis de glicose e insulina no sangue, olha que belezinha!

 

GORDURAS BOAS

 

ÓLEO DE ABACATE

     O abacate é conhecido por ser uma fruta calórica e repleta de gordura, no entanto, essa gordura faz parte das gorduras boas, que desempenham funções benéficas para a saúde. O abacate pode ser consumido ao natural ou em forma de óleo, obtido a partir da extração por centrifugação a frio da fruta quando madura com a consistência mole, que é o momento em que apresenta teores mais elevados de óleo.

Benefícios do Óleo de Abacate:

  • Reduz os radicais livres.
  • Ajuda a aumenta a absorção de alguns micronutrientes.
  • Regula a Pressão Arterial.
  • Ajuda na melhora da artrite.
  • Controla o nível de triglicérides.
  • Deixa a pele mais saudável.
  • Fortalece os olhos e o sistema imunológico.

     Estudos científicos comprovam seus efeitos contra doenças cardiovasculares, câncer de próstata e diabetes.

Observação: Não é recomendado para gestantes e lactantes, pois ainda não se sabe os efeitos do beta-sitoesterol no desenvolvimento dos bebês.

Fonte: Nutricionista Marcelo Almeida @dr_marceloalmeida

 

AZEITE DE OLIVA

     O azeite de oliva é uma gordura de boa qualidade e com grandes benefícios para a saúde, é um dos mais importantes e um dos mais antigos também, com propriedades de reduzir concentrações sanguíneas de LDL e aumentar o HDL, é rico em polifenois, responsáveis pelo seu rico sabor, possui ação antioxidante, ajuda na prevenção de doenças cardiovasculares, tem papel importante na produção de compostos que mediam a inflamação no organismo, além disso, o teor de antioxidantes determina a estabilidade do azeite, ou seja, sua conservação e sua resistência. Assim, os benefícios desse óleo são inúmeros: fonte de vitamina E, D, A, K e também possui ação anti-inflamatória.

Como escolher um bom azeite

     O azeite de boa qualidade é obtido através da prensagem a frio das azeitonas, é rico em compostos antioxidantes, sendo essa característica responsável por diminuir efeitos do envelhecimento. Atua como um eficiente anti-inflamatório, melhora o perfil lipídico aumentando o colesterol HDL, evitando a oxidação do LDL e também atua como um fator para a diminuição da atividade microbiana.

     Para se beneficiar desse alimento, a escolha deve ser cautelosa devido à grande oferta desse produto nas prateleiras dos supermercados. Sendo assim algumas características devem ser preservadas para se obter um produto de qualidade.

  • Envasado em vidro âmbar: O vidro escuro preserva os compostos fenólicos e evita que o produto tenha contato com a luz e perca suas propriedades.
  • Acidez máxima de 0,8%: Essa característica química se refere a qualidade do produto.
  • Limite para índice de peróxido de 20 mEq O2/Kg: O número alto de peróxidos indica um produto “rançoso”.
  • Ser puro: O azeite composto é uma combinação de outros óleos vegetais e uma pequena porção de azeite, é uma péssima opção.
  • Evitar aqueles que estão a muito tempo nas prateleiras: Para isso basta analisar a data de fabricação/extração do produto.
  • Local de envase: Precisa ser o mesmo do lugar da produção, de modo que o azeite seja engarrafado logo após ser produzido.
  • Fiscalização: Outra informação importante é verificar se tem aprovação do inmetro ou se passou pela proteste, que avalia a qualidade dos azeites disponíveis no mercado. Isso evita a compra de produtos adulterados.

     Utilizar o azeite de forma rotineira é uma excelente alternativa no preparo das refeições, sendo uma gordura adequada para várias preparações e um alimento saudável, mas seu consumo deve ser moderado dentro de uma alimentação equilibrada.

Fonte: Nutris do bem.

 

GORDURAS RUINS

 

ÓLEOS VEGETAIS REFINADOS

     Ao contrário do que nos disseram, os óleos vegetais refinados como os óleo de soja, canola, girassol e milho, não são “saudáveis ​​para o coração” ou benéficos para nossos corpos e cérebros. De fato, muitas pesquisas indicam que esses óleos estão nos deixando doentes.

     Esses óleos industrializados industriais foram originalmente usados ​​no processo de fabricação de sabão, o óleo de semente de algodão foi consignado ao status de “lixo tóxico” até que a empreendedora Procter & Gamble percebeu que todo aquele óleo de semente de algodão indesejado poderia ser quimicamente alterado por meio de um processo chamado “hidrogenação” para transformá-lo em uma gordura de cozimento sólida que se assemelhava à banha. É assim que um óleo anteriormente classificado como “lixo tóxico” tornou-se parte integrante da dieta americana, quando o Crisco foi introduzido no mercado no início de 1900, logo outros óleos vegetais se seguiram.

     A soja foi introduzida nos Estados Unidos na década de 1930, na década de 1950 tornou-se o óleo vegetal mais popular no país, os óleos de canola, milho e cártamo seguiram pouco depois disso. O baixo custo desses óleos culinários, combinado com o marketing estratégico por parte dos fabricantes de petróleo, os tornou extremamente populares nas cozinhas americanas, embora seu uso não tenha precedentes na história da humanidade.

     O processamento industrial de óleo de semente cria um óleo denso em energia e pobre em nutrientes que contém resíduos químicos, gorduras trans e subprodutos oxidados. Agora vem uma dúvida: Como os óleos de sementes industriais deixaram de ser classificados como “resíduos tóxicos” para desfrutar do título de gorduras “saudáveis ​​para o coração”? Infelizmente a história envolve uma combinação escandalosa de doações a organizações médicas, pesquisas científicas duvidosas e marketing.

     No final da década de 40, um pequeno grupo de cardiologistas membros da ainda pouco nova American Heart Association recebeu uma doação de US $ 1,5 milhão da Procter & Gamble, e graças a essa infusão generosa de dinheiro dos criadores do Crisco, a AHA agora dispunha de recursos suficientes para aumentar seu perfil nacional como uma organização médica dedicada à saúde do coração. Também foi rápido para endossar óleos de sementes industriais, mais gentilmente referidos até agora como “óleos vegetais”, como uma alternativa mais saudável às gorduras animais tradicionais.

     Na mesma época, um ambicioso fisiologista e pesquisador, Ancel Keys apresentou sua hipótese de dieta com lipídios, na qual apresentava dados que pareciam sugerir uma ligação entre a ingestão de gordura saturada e colesterol à doenças cardíacas. Como as gorduras animais são uma rica fonte de gordura saturada e colesterol, elas rapidamente se tornaram o objeto de sua zombaria, citando as gorduras animais como “insalubres”, Keys recomendou o consumo de ácidos graxos poliinsaturados, que as pesquisas preliminares associaram à redução do colesterol e ao risco de doenças cardíacas.

     As conclusões de Keys estavam alinhadas com os motivos da indústria de óleo de semente industrial: Fazer com que as pessoas comessem mais óleos de sementes! Logo, os anúncios de margarina “saudável para o coração” e outros óleos de sementes tornaram-se comuns, e as gorduras realmente saudáveis ​​e tradicionais foram praticamente esquecidas.

     Essa confluência de eventos e interesses mútuos levou à substituição radical de gorduras alimentares naturais, como banha e manteiga, por óleos insaturados de sementes industriais, alterando a forma da paisagem alimentar americana (e, eventualmente, global).

     Somente nos últimos anos a validade das alegações de saúde associadas aos óleos de sementes industriais foi seriamente questionada. Uma meta-análise de 2014 não encontrou nenhum benefício para a saúde geral da redução de gorduras saturadas ou aumento de PUFAs de óleos vegetais.

O consumo de óleos de sementes industriais representa um desajuste evolutivo com efeitos adversos significativos em nossa saúde.

  • Comer óleos de sementes industriais aumenta as nossas proporções de ácidos graxos ômega-6-a-ômega-3, com consequências significativas para a nossa saúde.
  • Óleos industriais de sementes são instáveis ​​e oxidam facilmente. Eles contêm aditivos prejudiciais e são derivados de culturas geneticamente modificadas.
  • Quando óleos de sementes industriais são repetidamente aquecidos, subprodutos ainda mais tóxicos são criados.
  • O descompasso entre nossos genes e o ambiente moderno, é o principal responsável pelas doenças crônicas nos dias de hoje. Em poucas áreas, o desencontro evolucionário é mais aparente do que na Dieta Americana Padrão; as grandes quantidades de carboidratos refinados e calorias dessa dieta funcionam contra a nossa biologia ancestral, fazendo com que nos tornemos acima do peso e doentes.
  • Óleos de sementes industriais, açúcar refinado e excesso de calorias, também representam um desajuste evolutivo. Até os anos 1900, os seres humanos não consumiam óleos de sementes industriais!
  • Uma alta ingestão de ácidos graxos ômega-6, combinada com baixa ingestão de ômega-3, leva a um desequilíbrio nos mediadores pró-inflamatórios e antiinflamatórios. Esse desequilíbrio produz um estado de inflamação crônica que contribui para numerosos processos de doenças crônicas.

     Ao contrário do que muitas organizações de saúde vêm nos dizendo há anos, os óleos de sementes industriais não são alimentos saudáveis. Em vez disso, seu consumo está associado a uma variedade de problemas de saúde. Ao contrário do que a AHA tem nos dito nos últimos 100 anos, os óleos de sementes industriais não são bons para nossos corações! De fato, os ácidos graxos oxidados de óleos de sementes industriais parecem desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Texto: Jade Soller.

 

Obrigada pela visita 😀

EM CONSTRUÇÃO: CONTINUAÇÃO EM BREVE

 

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