culinariafuncional, dermatologia, emagrecimento, endocrinologia, enfermagem, laserterapia, medicina, nutrologia, ortomolecular, ozonioterapia, plantas, veterinaria

Tratamento de feridas

 

     Pode parecer fácil fazer um curativo, mas o negócio é muito mais complexo do que parece. Tem que avaliar a causa da lesão, se foi acidente, mordida de insetos ou animais peçonhentos, ferida cirúrgica, úlcera, se está com infeção por bactéria, fungos, e por aí vai. Sem contar nos casos onde a cicatrização não ocorre devido diabetes, infecção grave por bactérias multirresistentes, quando não é possível administrar antibióticos em casos de insuficiência renal crônicas ou mesmo câncer. Na maioria dos casos é necessário incluir um tratamento alimentar integrado a tecnologias com laser e ozonio além dos curativos padrão. 

 

LESÃO POR PRESSÃO

 

     Em 21 de novembro é comemorado o Dia Mundial de Prevenção de Lesão por Pressão. A data foi instituída para sensibilizar pacientes, familiares, profissionais de saúde e gestores sobre a importância da prevenção desse evento adverso.

     A lesão por pressão, antigamente conhecida como úlcera por pressão ou escara, é um dano na pele causado pela pressão exercida, em regiões com protuberâncias ósseas ou áreas com dispositivos médicos, por um tempo prolongado o que impede a circulação sanguínea e causa a destruição do tecido. Acomete principalmente pessoas acamadas, cadeirantes ou aquelas com restrições ou impossibilitadas de mudar de posição.

     Levantamento da Anvisa mostra que dos mais de 134 mil incidentes notificados, 17%, corresponderam às lesões por pressão, no período de 2014 a 2017. Os dados revelam ainda que a lesão por pressão é o terceiro tipo de evento mais frequentemente notificado pelos serviços de saúde do país, além disso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) relata que é a quinta principal causa de morte no mundo.

     Reduzir a lesão por pressão no ambiente hospitalar é uma das 6 Metas Internacionais de Segurança do Paciente da OMS. A medida foi tomada em razão da alta incidência de complicação relacionada a esse tipo de lesão no mundo, que pode ser evitada com medidas simples, mas que ainda é um problema de saúde pública.

     O diagnóstico da lesão por pressão é simples: basta inspecionar a pele diariamente observando presenças de áreas avermelhadas geralmente em região de proeminências ósseas (quadril, calcanhares, região dorsal) e que não embranquece ao realizar pressão sobre a mancha.

     Para prevenir a lesão por pressão, é necessário adotar uma série de medidas preventivas, ou seja protocolos, que envolvem avaliação de risco e inspeção da pele diariamente, utilização de colchões especiais para alívio de pressão, programação de cuidados específicos para o risco identificado e acompanhamento das equipes multidisciplinares.

 

Confira 7 ações preventivas de lesão por pressão:

Prevenção 1 – Avaliar a pele diariamente: Inspecionar a pele do paciente com atenção especial em áreas de protuberâncias ósseas e de dispositivos médicos, tais como oxímetros, cateter nasoenteral, cateter vesical de demora, traqueostomia etc. É importante ressaltar que áreas com vermelhidão não branqueável ao toque são consideradas lesão por pressão estágio 1.

Prevenção 2: Controlar a umidade – Manter lençóis limpos secos e bem esticados, programar higiene íntima, trocar fraldas a cada três horas ou imediatamente em caso de fezes e ou urina e substituir lençóis em caso de suor excessivo são ações de manutenção e de cuidado com a pele.

Prevenção 3: Otimizar nutrição e hidratação – Consumir alimentos adequados e ingerir a quantidade necessária de água são fundamentais para a manutenção da pele e auxilia na redução de danos.

Prevenção 4: Variar a posição do paciente no leito ou poltrona frequentemente estimula a circulação sanguínea e o alívio de pressão em áreas com risco de lesão.

Prevenção 5: Elevar calcâneo – Rodiziar os protetores de calcâneos e manter os calcanhares elevados são medidas preventivas de lesão visto que o local é uma área com grande risco de dano.

Prevenção 6: Rodiziar dispositivos médicos: Variar frequentemente oxímetro de dedo e os fixadores de cateter vesical de demora. Os dispositivos de cateter nasoenteral, tubos orotraqueal, traqueostomias, devem ser protegidos em contato com a pele para evitar a lesão por pressão. Atenção adicional aos equipos e tampas que podem ficar embaixo do paciente e pode ocasionar lesões.

Prevenção 7: Educar paciente, familiares e cuidadores: Informar paciente, familiar e cuidador sobre o que é a lesão por pressão, a gravidade e implicações caso ocorra bem como orientá-los sobre a prevenção durante a internação e alta.

 

Obrigada pela visita 😀

EM CONSTRUÇÃO: CONTINUAÇÃO EM BREVE

 

Fonte: IBCC.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s