laserterapia, ozonioterapia, veterinaria

Prevenindo acidentes

 

     Muitos dos acidentes que os veterinários atendem com frequência poderiam ter sido facilmente impedidos. Os primeiros socorros podem ser um salva vidas quando algum imprevisto acontece, mas nunca se esqueça, o mais importante é você não se colocar em situação de risco, salvar o animalzinho é importante, mas a sua vida também.

Neste texto vou abordar sobre:

  • Segurança do animal em espaço aberto.
  • Tornar sua casa segura para animais.
  • Transporte adequado de animais.
  • Kit básico de primeiros socorros.

 

SEGURANÇA EM ESPAÇO ABERTO

 

1. Não deixe seu animal andar solto
     Deixar os animais soltos pelas ruas não é apenas inseguro, mas em vários lugares é ilegal. Quando você permite que cães ou gatos vagueiem livres, faz com que eles se arrisquem a ser atropelados, atacados por outro animal, briguem com outro cão ou gato, ou ainda sejam envenenados, roubados, levem um tiro, sejam espancados ou se percam. Mantenha-o salvo, mantenha-o em casa.

2. Portão
     Se você mora em casa e acha que deve deixar seu animal desacompanhado do lado de fora, se assegure que o portão é adequado, ele tem de ser alto o suficiente para impedir que seu cachorro o escale para fugir e também para impedir que outros animais façam o mesmo e entrem. Além disso, tem que ser bastante forte de modo que se seu cachorro for grande não consiga pô-la abaixo. Logicamente em relação aos gatos o sistema de portão ou cerca é ineficaz, uma vez que os gatos são especialistas em escalar qualquer coisa. É importante lembrar que mesmo que seu portão seja seguro, seu animal pode sofrer insolação se não conseguir escapar para alguma sombra em um dia quente ou sofrer hipotermia e congelamento se permanecer muito tempo do lado de fora em um dia frio. Ele ainda pode se desidratar se derrubar a vasilha de água e não tiver nada para beber.

3. Correntes são desumanas
     Um cão acorrentado no quintal é uma emergência prestes a acontecer, é sinônimo de perigo iminente. Ele pode se enrolar e ficar  incapaz de se desenroscar ou se embaraçar em alguma coisa. O animal tende a ficar entediado e frustrado com uma liberdade tão restrita, o que é o caminho para um comportamento destrutivo.

4. Identificação para o seu animal
  Mesmo que você mantenha seu animal dentro de casa, ele pode se perder acidentalmente em uma fuga. Como garantia, providencie uma identificação para seu animal, coloque uma medalha em sua coleira, com seu nome e número de telefone. Assegure-se de que a coleira do seu animal é do tamanho certo, pois o corpo dos animais mudam com o passar do tempo. O tamanho ideal é que se consiga colocar dois dedos por dentro da coleira. Uma alternativa também é a implantação de um chip de identificação logo abaixo da pele, na região da cernelha.

 

TORNANDO SUA CASA SEGURA PARA ANIMAIS

 

1. Máquinas

  • Mantenha seu animal longe das máquinas quando estiverem funcionando, isso inclui máquinas de costura, equipamentos para trabalhar madeira, cortadores de grama e serras.
  • Fique atento especialmente para gatos que no frio gostam de dormir sobre ou dentro de
    motores aquecidos de carro. Toque sempre a buzina ou bata no capô do carro antes de ligar o motor.
  • Equipamentos de escritório como tesouras, grampeadores, abridor de cartas, picotador de papéis podem se tornar um risco para animais desacompanhados. Caso o animal tenha acesso ao escritório da casa, mantenha os objetos citados fora do alcance.

2. Cozinha e Lavanderia

  • Quando for utilizar um eletrodoméstico antes de usá-lo certifique-se que seu animal de estimação não esteja dentro dele. Os animais pequenos podem entrar numa lava louça para lamber restos de comida.
  • Um gato curioso pode prender a pata em um triturador de lixo, além disso, os bicos de gás podem ser especialmente perigosos para as caudas dos gatos e as superfícies de fogões elétricos são conhecidas por queimarem os delicados coxins.
  • Os gatos também adoram o calor das secadoras de roupas e podem entrar dentro delas quando ninguém estiver olhando, portanto antes de utilizá-la assim como a máquina de lavar louças, certifique-se que não contenha intrusos.

3. Fios elétricos

  • Não deixe seu animal (caso ele goste de mastigar fios) sozinho em locais onde os fios são acessíveis. Se precisar deixar seu animal, tire todos os fios das tomadas antes de sair. Existem revestimentos para fios disponíveis em metal e plástico. Ainda como alternativa os fios podem ser colocados em extensão de canos de PVC.

 

TRAUMAS

 

Cabeça presa

     Os gatos e seus filhotes possuem cabeças pequenas e redondas, que conseguem tirar com facilidade de buracos e fendas depois de xeretar, mas os cães, especialmente os filhotes, podem ficar com a cabeça presa em lugares bem estranhos, pela mudança de posição que acaba tornando a cabeça grande demais para aquela abertura. Os mais novos podem não ter a paciência ou a ideia de repetir a posição original que os colocou de início naquela enrascada. Podem prender a cabeça em ripas de cadeira, corrimões de escada, cercas de arame e até dentro de jarras de vidro para lamber alguma coisa apetitosa.
     Uma cabeça presa não é uma emergência médica, a não ser que seu animal comece a ter problemas para respirar, mas os cães podem ficar histéricos e acabar se machucando ao tentar escapar, contudo na maior parte dos casos, você mesmo consegue salvar seu animal, e o pronto atendimento pode aliviar qualquer pele esfolada ou sensação de dor.

Procedimento prático

  • Em primeiro lugar acalme seu animal para que ele não se debata mais.
  • Fique atrás dele e delicadamente empurre o corpo dele para mais perto do objeto em que está preso, assim ele não ficará se estrangulando conforme tenta recuar.
  • Se seu animal não estiver com problemas para respirar e for bravo ou resistente é indicado amordaçá-lo.
  • Quando o animal estiver relaxado e não tentando se libertar da armadilha use um lubrificante gel ou vaselina para lubrificar o pelo do seu pescoço e especialmente o topo da sua cabeça (essa é a parte mais grossa da cabeça e normalmente é a que dificulta o salvamento). Isso também impedirá que a grade do corrimão ou qualquer outro objeto esfole a pele do animal na hora em que a cabeça se soltar.
  • Geralmente pode-se soltar um cão virando delicadamente sua cabeça para o lado.

Situação especial

  • Caso um filhote enfiar a cabeça em uma jarra de vidro e não conseguir tirá-la, peça que outra pessoa segure para que ele não se movimente, depois, utilizando luvas reforçadas, quebre delicadamente o vidro, na ponta mais larga da jarra, de forma que você possa alcançar o focinho do filhote. Enrole a cabeça dele em filme plástico para proteger seus olhos e coloque um pano entre a borda da jarra e o pescoço do animal, para que ele não se corte. Coloque uma colher, com o fundo para baixo, entre o pano e a borda do vidro. Para quebrar a borda, dê um golpe energético com uma concha bem em cima do lugar onde a outra colher estiver colocada.

Cuidados posteriores

  • Cortes ou esfolados devem ser limpos com sabão e água. Você pode usar um sabão líquido antisséptico a base de clorexidina.
  • Se houver cortes, use uma pomada antibiótica a base de sulfato de neomocina e bacitricina, quatro vezes ao dia para prevenir infecções e acelerar a cura.

 

Choque elétrico

     O choque elétrico geralmente acontece em filhotes porque eles mastigam qualquer coisa, incluindo fios elétricos e de telefone. Os choques elétricos, mais graves podem provocar convulsões ou parar o coração, e os danos podem ser insidiosos, porque aparecem lentamente, às vezes levando a um batimento cardíaco irregular ou a dificuldades na respiração muitos dias após o acidente.
     A maioria dos choques que acontecem em um ambiente doméstico está muito longe dessa gravidade. Cães e gatos ficarão tipicamente com queimadura nos lábios, nos cantos da boca ou na língua. Na verdade, os veterinários às vezes veem uma lista característica de queimaduras atravessada na língua, uma marca que chamam de mordida elétrica.

Procedimento prático

  • Em primeiro lugar desligue a força antes de tocar no seu animal acidentado, caso contrário você também levará um choque. Além disso, a corrente elétrica provoca espasmos musculares, tornando impossível que cães e gatos larguem o fio que estiverem mordendo.
  • Se seu animal entrar em colapso e parar de respirar, você precisará fazer respiração artificial e ressuscitação cardiopulmonar.
    No caso de convulsões o melhor a ser feito é cobrir o focinho do seu animal com uma toalha escura, para protegê-lo da luz e do barulho, a fim de mantê-lo em uma ambiente calmo.

Cuidados posteriores

  • Você pode aliviar a dor de queimaduras na boca colocando gelo diretamente na queimadura ou na água que seu animal bebe, o gelo funcionará como anestésico temporário.
  • Para facilitar a alimentação de um animal com queimadura na boca, deve ser fornecidos
    alimentos em pasta.

 

TRANSPORTE ADEQUADO DE ANIMAIS

 

     De acordo com o Código de Transito Brasileiro, é proibido transportar animal na parte externa de qualquer veiculo, o motorista também não pode levar animais no colo e a sua esquerda. O código também prevê punição se o animal solto dentro do carro tirar a atenção do motorista

1. Transporte de animais de estimação em carro

     Embora a lei não obrigue a “retenção” dos animais de estimação em caixas ou coleiras, essa é a melhor maneira de transportá-los e para isso existem diversos acessórios preservando sempre o conforto dos animais. Entre os acessórios, o mais comum são as caixas para transporte que devem ter um tamanho adequado para que o bicho de estimação consiga ficar de pé e se virar. A caixa para transporte de cães e gatos deve ainda ser presa a um cinto de segurança especial acoplado ao cinto de segurança do carro.

2. Transporte de animais de estimação em ônibus

     Para quem vai viajar de ônibus, deve consultar a companhia rodoviária antes, pois cada uma tem suas regras para o transporte de animais de estimação e algumas não aceitam transportar animais de nenhuma maneira.

3. Transporte de animais de estimação em avião

     Já para quem vai viajar de avião, a utilização da caixa para transporte é obrigatória e o valor do transporta do bicho de estimação é cobrado de acordo com o peso do animal. Ainda no caso de transportar cães e gatos em avião, os animais podem viajar com os donos no avião (dependendo do peso do animal e da companhia aérea), mas mesmo assim isto não é recomendado dado devido ao incômodo que o animal pode proporcionar aos outros passageiros, como latido ou miado, vômito ou excreção de fezes e/ou urina durante o voo.
     É importante lembrar para quem pretende transportar animais de estimação seja de carro, ônibus ou avião, é não fornecer alimento perto da hora da viagem, administrar um medicamento antiemético trinta minutos antes do embarque ou um sedativo prescrito pelo médico veterinário. É necessário também deixar o animal fazer as necessidades antes de ser colocado na caixa de transporte.

 

KIT DE PRIMEIROS SOCORROS

 

     Aqueles que enfrentaram situações de emergência podem dizer que é essencial obter o seu kit de primeiros socorros e se familiarizar com as medidas de primeiros socorros antes de se deparar com um acidente, emergência ou doença súbita.

     Muitas situações exigem ação rápida e correta para evitar o agravamento do quadro, infecção ou morte. Então monte um kit agora de modo que você estará pronto caso seu animal de estimação precise de ajuda imediata.

Informações necessárias

  • Tenha na memória do seu celular os números de telefone da clínica e veterinário de confiança.
  • Para contenção de animais mais ariscos caso não tenha focinheira: Tecido com comprimento suficiente para servir de mordaça e toalha ou cobertor para imobilizar o animal.

Materiais básicos para curativo

  • Rolo de gaze comum e pacotinhos de gaze esterilizada.
  • Bandagem elástica.
  • Esparadrapo e micropore.
  • Bolas de algodão.
  • Plástico filme para selar machucados que estão sangrando.
  • Tesoura com pontas arredondadas para cortar curativos e os pelo sobre feridas. 
  • Plástico bolha para a confecção de talas de imobilização.
  • Pinças com ponta romba e/ou alicate de bico fino para remover farpas e outros objetos estranhos.

Curativos: Substâncias

  • Sabão líquido antisséptico.
  • Soro fisiológico estéril para lavar ferida.
  • Solução antisséptica PVPI ou clorexidina para molhar ou enxaguar ferimentos.
  • Lubrificantes: Óleo mineral, gel ou vaselina líquida.
  • Sache de mel para hipoglicemia.
  • Pomada antibiótica para feridas.
  • Analgésicos, anti-inflamatórios, anti-histamínicos (verificar sempre com o veterinário o medicamento e dose a ser ministrado ao seu animal).
  • Pó hemostático para sangramentos leves.

Outros

  • Seringas de tamanhos variados para dar remédios líquidos, papinha ou soro.
  • Termômetro clínico a prova d’água.
  • Toalha ou cobertor para mantê-lo quente ou servir de maca.
  • Compressas prontas que gelam e esquentam com pressão.

 

Obrigada pela visita 😀

 

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